Como cuidamos dos dados da sua empresa

Esta página descreve os compromissos e os critérios que aplicamos em cada projeto — o que definimos, com quem, e em que momento. Os números e as configurações específicas de cada implantação ficam no contrato do seu projeto, não em uma promessa genérica de site.

Duas coisas diferentes: este site e o seu projeto

Vale separar os dois casos, porque as regras não são as mesmas.

Neste site, o formulário de contato não grava nada em banco de dados nem em servidor nosso: ele monta uma mensagem e abre a conversa direto no WhatsApp, que a partir dali é tratada dentro da plataforma da Meta. Os únicos dados de navegação coletados vêm do Google Analytics, de forma agregada, e só depois que você aceita no banner de cookies. Isso está detalhado na Política de Privacidade.

Nos projetos que construímos, a conversa é outra: ali existe sistema, usuários, banco de dados e informação de verdade da sua operação. É desse segundo caso que o restante desta página trata.

O que combinamos
antes de a primeira tela existir

Estes quatro pontos entram na conversa de escopo, não depois da entrega. Cada um vira uma decisão registrada por escrito.

Onde os dados ficam

Definimos no início do projeto em qual provedor de nuvem o sistema roda, em qual região os dados são armazenados e quem é o titular da conta. A conta de infraestrutura pode ficar no nome da sua empresa — assim o acesso não depende de nós.

Quem acessa o quê

Definimos, no início de cada projeto, quem da sua equipe acessa cada tipo de dado. Cada pessoa entra com login próprio, com o perfil de permissão do seu papel, e o acesso é removido quando a pessoa sai da função.

Proteção em trânsito e em repouso

Os sistemas que entregamos usam conexão criptografada (HTTPS) entre o navegador e o servidor. A proteção do dado armazenado é definida junto com a escolha da infraestrutura e fica registrada no escopo do projeto.

Backup e continuidade

Todo sistema entra no ar com rotina de backup definida. Combinamos com você a frequência, por quanto tempo cada cópia é mantida e quanto tempo levaria para restaurar — porque backup que nunca foi testado não é backup.

Retenção, exclusão e o fim do contrato

O princípio que seguimos é o da LGPD: dado só existe enquanto tem finalidade. Na prática, isso significa três decisões tomadas no início do projeto e não no meio de uma crise.

Por quanto tempo cada informação fica. Registros operacionais, históricos de atendimento e documentos anexados têm prazos diferentes, e alguns têm prazo definido por lei ou por obrigação fiscal. Mapeamos isso junto com você antes de definir o que o sistema guarda.

Como um dado é apagado. Quando alguém pede a exclusão dos próprios dados, você precisa conseguir atender ao pedido sem quebrar o sistema. Por isso deixamos claro desde o desenho quais registros podem ser eliminados, quais precisam ser anonimizados e quais são obrigatórios por lei — e o que acontece com as cópias de backup.

O que acontece se você encerrar o contrato. Os dados são da sua empresa, não nossos. Ao fim da relação, você recebe a base em formato legível e nós eliminamos as cópias que estiverem sob nosso controle.

Quem responde pelo quê
quando o dado é de outra pessoa

Responsabilidades

Na maioria dos projetos, a sua empresa é a controladora dos dados — é ela quem decide por que e como cada informação é tratada — e nós atuamos como operadores, tratando os dados conforme as instruções recebidas. Isso muda quem responde por consentimento, por comunicação a titulares e por notificação de incidentes. Deixamos esses papéis escritos no contrato do projeto.

Fornecedores

Nenhum sistema moderno roda sozinho: há provedor de nuvem, serviço de mensagem, serviço de e-mail e, quando o projeto usa IA, um provedor de modelo. Nosso critério é usar apenas fornecedores com política de privacidade pública e informar quais entram no seu projeto, para que a lista de terceiros não seja uma surpresa depois. Não vendemos nem compartilhamos dados para marketing de terceiros.

Dados de saúde: o limite é claro

Dados de saúde são dados pessoais sensíveis pela LGPD e recebem tratamento diferente dos demais. Em projetos com clínicas e consultórios, o critério que aplicamos é simples: a automação atua na camada administrativa, e só nela.

Isso quer dizer que a IA lida com agenda, confirmação e remarcação de consultas, dúvidas sobre horário de funcionamento, endereço, convênios aceitos e documentos necessários. Ela não avalia sintomas, não faz triagem clínica, não sugere diagnóstico e não recomenda tratamento ou medicamento. Quando o paciente traz um assunto clínico, o agente informa que não pode orientar sobre saúde e encaminha para a equipe da clínica.

Qualquer decisão clínica é sempre do profissional de saúde. A tecnologia não entra nessa camada, e esse comportamento é testado antes de a automação ir ao ar e revisado depois, porque é o ponto mais sensível de qualquer projeto na área.

Outro critério que seguimos é o da minimização: a automação de agenda precisa de nome, contato, horário e tipo de atendimento. Informação sensível de saúde não precisa circular por ali e, por padrão, não circula. Quando o projeto envolve prontuário ou algum sistema que já contenha esse tipo de dado, isso é tratado separadamente, com regra de acesso própria e definição explícita de quem pode ver o quê.

Seus direitos e como acionar a gente

Qualquer pessoa pode pedir confirmação de tratamento, acesso, correção, anonimização, portabilidade ou eliminação dos seus dados, além de revogar um consentimento dado — são os direitos do artigo 18 da LGPD. Para pedidos relacionados a este site, o canal é o WhatsApp (37) 99832-3232.

Se o pedido for sobre dados que estão dentro de um sistema que construímos para um cliente, quem responde é o cliente, na condição de controlador — e nós apoiamos tecnicamente para que o pedido seja atendido no prazo.

Se você é cliente e quer revisar qualquer um dos pontos desta página aplicado ao seu projeto, chame no WhatsApp: preferimos ter essa conversa por escrito e deixar as decisões registradas.

Tem uma exigência
de conformidade a cumprir?

Traga a exigência para a conversa de diagnóstico. É mais barato desenhar o sistema já dentro da regra do que adaptá-lo depois.