A empresa que procura desenvolvimento de sistemas raramente chega dizendo "quero um software". Chega dizendo que o fechamento do mês leva três dias, que duas pessoas mandam versões diferentes do mesmo arquivo, que ninguém sabe qual planilha é a atual, ou que o dono só descobre o resultado do mês quando o mês já acabou.
A planilha não é o problema — ela foi a solução certa por muito tempo. O problema é o ponto em que ela para de escalar, e esse ponto tem sinais bem reconhecíveis:
- Retrabalho de digitação. O mesmo dado é digitado em dois ou três lugares porque os sistemas não conversam.
- Nenhum controle de quem alterou o quê. Um número muda e não há como saber quando, por quem ou por quê.
- Informação que só uma pessoa sabe achar. Quando ela sai de férias, a operação trava.
- Decisão tomada com dado velho. O relatório existe, mas só fica pronto depois que a decisão precisava ter sido tomada.
- Software pronto que não serve. Você paga por um sistema de mercado e mantém uma planilha ao lado para cobrir o que ele não faz.
Se você reconheceu três ou mais desses sinais, o assunto deixou de ser organização e passou a ser sistema. O texto sobre quando vale a pena investir em um sistema próprio aprofunda esse limite.